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terça-feira, 10 de junho de 2014

Análise Toxic/ Venenosas #15



Duas semanas antes do lançamento de Toxic, a própria editora divulgou nome, capa e sinopse de Vicious #16, o último livro da saga. A sinopse de Vicious revelava o final de Toxic. Não que contar o final de uma história seja algo legal, mas imaginamos que a editora fez isso para bombar as vendas de Toxic e causar frisson semanas antes do seu lançamento. Assim, quem leu Toxic, leu sabendo QUAL seria o final, sem saber COMO seria esse final. Quem leu, sabia que a história terminava com as meninas presas acusadas de matarem Alison

Após o explosivo Deadly #14, o que será que Alison ia aprontar para conseguir essa façanha? A resposta é muito simples: nada. Alison não aprontou nada de novo. Para mandar as meninas atrás das grades pela enésima vez, Toxic repetiu passagens de Deadly. Repetir a história já é metade do motivo para o final perder a graça. Repetir a história de maneira absurda, é suficiente para revoltar qualquer um que leu as trezentas e tantas páginas de Toxic. 

O prólogo de todos os livros sempre é um flashback que tem seus desdobramentos ao longo da narrativa, na maioria das vezes sendo a origem para as confusões que acontecem durante a história. Toxic começa contando como Alison descobriu que as meninas iam para a Jamaica e como foi que Tabitha se enfiou nessa confusão. Uma semana após Poconos, Alison estava com Nick na casa em que os dois se escondiam e viram na tv as meninas participando de uma coletiva de imprensa. Emily anuncia que elas conseguiram a oportunidade de passar uns dias na Jamaica para dar um tempo de Rosewood. Alison choca Nick ao dizer que ela precisa fazer alguma coisa durante essa viagem. Consciente de que seria reconhecida em qualquer lugar, Alison, em questão de segundos, arquiteta um plano. Já que ela não poderia aparecer, a solução seria encontrar alguém que se parecesse com ela. E essa pessoa seria quem? Tabitha. O prólogo conta que Tabitha era uma ex paciente da Preserve, descrevendo-a como um clone de Alison. Tabitha conseguia imitar a voz e o jeito de Alison, além de se parecer fisicamente com ela. Não bastasse a assombrosa semelhança, Tabitha tinha marcas de queimadura pelo corpo. Ali pede para Nick localizar Tabitha e convencê-la a ir para a Jamaica, para curtirem uns dias de férias.

Antes das meninas aparecerem na tv, Alison acompanhava as últimas informações sobre Poconos, dando risada do policial que estava sendo entrevistado. Segundo o policial, Alison estava morta; não havia qualquer chance dela ter sobrevivido ao fogo. Caso estivesse viva, ela seria presa pelos crimes que cometeu. Sem nem mesmo Alison saber como, a carta que ela passou por debaixo da porta para as meninas também conseguiu escapar do fogo. Com a carta nas mãos, a polícia tinha a prova de que Alison matou Ian, Jenna e era a responsável pelo fogo. Alison pede para Nick providenciar passaportes falsos e ele, em troca, pede para ela prometer que, depois da Jamaica, ela iria sossegar e esquecer essa coisa de vingança. 

O prólogo de Toxic usa a Jamaica para explicar/confirmar o epílogo de Deadly. O prólogo revela que, desde que conheceu Nick na Preserve, Alison começou a planejar sua vingança com todo o cuidado do mundo. Alison não escolheu Nick por acaso. Durante a primeira sessão de terapia de grupo, Alison falou que não deveria estar internada, que ela era Alison e não Courtney. O psicólogo responsável pela terapia falou para Alison que não havia problema algum em ser Courtney. Quando a sessão terminou, Nick se aproximou dela e disse que sabia que ela estava falando a verdade. Alison já havia reparado em Nick e, logo que se conheceram, soube que ele sofria de borderline. Sem ter o fazer, e sabendo que não sairia da Preserve tao cedo, Alison passava horas lendo livros sobre distúrbios mentais. Em um desses livros ela leu que pessoas que sofriam de borderline eram impulsivas, imprudentes e extremamente inseguras. Nick era exatamente o tipo de pessoa que Alison precisava como aliado. 

O prólogo confirma que, desde sempre, Alison arquitetou dois planos ao mesmo tempo, sendo que apenas um era do conhecimento de Nick e ambos o incriminariam caso as coisas não saíssem como planejadas. As estratégias de Alison para nunca ser associada a Nick começaram dentro da própria Preserve. Os dois evitavam ao máximo serem vistos juntos. Não é mencionado como os dois se comunicavam na clínica. Talvez eles usassem o quarto secreto que Iris mostrou para Hanna no #7. Outro fator que contribuiu para Alison escolher Nick foi o dinheiro. Era ele que bancava todas as despesas dos planos. O prólogo revela ainda que a carta que Alison passou por debaixo da porta em Poconos não foi escrita por ela, mas sim por Nick, que conseguia imitar a letra dela. 

O prólogo termina falando que Alison não gostaria de ter que trair Nick, mas que faria o que fosse necessário para dar fim nas meninas e não sossegaria enquanto isso não acontecesse. 

Outro objetivo do prólogo é justificar o motivo de Nick assumir a culpa de tudo sozinho, negando qualquer ligação com Alison. Nick não aparece no livro; ele é apenas citado em duas passagens. A primeira é quando Emily mostra um jornal em que Nick estampa a primeira página com a manchete de que assumiu que fez tudo sozinho. A segunda vez em que é citado, é quando Emily vê na televisão a notícia de que os advogados de Nick vão alegar que ele tem problemas mentais, por isso fez tudo que fez. Imaginamos que o prólogo mencionou o distúrbio de Nick para explicar porquê ele não dedurou Alison. Não que a gente achasse que isso fosse acontecer -  de Nick dedurar Alison -, mas não esperávamos que Nick mal fosse lembrado no livro. O mesmo acontece com Iris e Chase, personagens que tínhamos certeza que fariam parte de Toxic. Toxic nem parece continuação de Deadly. Aliás, Toxic nem parece um livro da saga.

Toxic parece ter sido escrito para contar como vai ser a vida das meninas depois do julgamento do século, que vai acontecer em Vicious, e para destacar a importância de Emily no desfecho da batalha contra Alison. Desconfiamos que Emily é quem vai dar o xeque mate para derrubar Alison. Como Emily é o único mérito de Toxic, vamos comentar sobre ela no final. Voltando.

Toxic nos apresenta uma enxurrada de novos personagens, que servem apenas para movimentar as tramas individuais de Aria, Hanna e Spencer. Aria ganha destaque no mundo das artes, Spencer fecha contrato com uma editora para publicar dois livros e Hanna se torna uma celebridade ao interpretar ela mesma em um filme que conta o que aconteceu com elas de Poconos até o fim de Deadly. Graças a esses personagens, as três conseguem se dar bem. Por outro lado, graças a esses personagens é que Toxic é um saco. Tudo que os novos personagens fazem parece ter o dedo de Alison. Só que não; não tem. 

A narrativa de Toxic evoluiu com as tramas individuais das meninas e com a trama comum para o grupo. Após encontrarem um recibo de supermercado no moletom de Alison, as meninas descobrem a possível casa em que ela está se escondendo. Para provarem de uma vez por todas que Alison está viva, elas instalam câmeras ao redor da casa, gravando tudo que acontece por lá vinte e quatro horas por dia. Enquanto isso, elas acompanham pelos jornais e pela internet que Nick afirma ter cometido todos os crimes sozinho e que um grupo de pessoas, devotos de Alison, formaram um fã clube chamado Ali Cats. Os membros desse clube idolatram Alison, dizendo que ela foi injustiçada, uma sofredora e não sei o que. Para os Ali Cats, Ali era uma santa. No começo, as meninas acham que esse clube é coisa de gente que não tem o que fazer, mas mudam de opinião ao decorrer da trama. Nos últimos capítulos, Spencer concluiu que são os Ali Cats que elas devem temer e não Alison. Ao longo da narrativa, quatro pessoas morrem. Jordan, Marcie, Robin e Greg.

Talvez pelo fato das meninas saberem que Alison é -A, não tem porquê -A continuar existindo. Em Toxic, -A nem é mencionado. Alison radicaliza e inova ao deixar as mensagens para trás e dar literalmente as caras. Alison aparece pessoalmente para Emily e para Spencer. Hanna e Aria tem a impressão de vê-la, mas quando vão atrás, claro que não encontram ninguém. A primeira a ver Alison é Emily. Alison afoga Emily na piscina da escola por uns minutos e vai embora sem mais nem menos. Spencer vê Alison no metrô em NY. Alison apenas sorri e dá um tchauzinho. Spencer recebe um email de Alison, que assina como Maxine Preptwill, e deixa uma mensagem escrita com giz no asfalto do estacionamento onde está o carro de Hanna. O que Alison apronta, antes do final, que poderia ser considerado grave, acreditem, acaba por beneficiar as vítimas. 

O primeiro caso é o de Aria, que pintou Alison em um quadro e, durante um ataque de nervos, manchou o quadro inteiro com tinta preta. Um dia depois, um milionário de NY, através de um representante, entra em contato com a galeria em que Ella e Aria trabalham, oferecendo cem mil dólares pelo quadro. Graças a essa compra, do dia para a noite, Aria fica conhecida no mundo das artes. Acaba que no final, um jornalista acusa Aria de ter usado o nome do milionário para se promover, uma vez que ele não comprou quadro nenhum. Aria descobre que foi Alison que se passou pelo representante e Aria sai na capa do New York Post acusada de ter inventado aquela história. O escândalo, em vez de prejudicar Aria, faz com que ela fique mais famosa.

A segunda situação envolve Spencer e uma das coisas mais nonsense de Toxic. Spencer cria um blog sobre bullying, para ajudar quem passa por situações do gênero. O blog de Spencer, para o espanto da própria, faz um estrondoso sucesso em questão de semanas. Spencer recebe mil emails por dia, contando todo tipo de história que se possa imaginar. Depois do fracasso de sua relação com Andrew e de Chase ter batido a porta na cara dela, Spencer decidiu que não se envolveria com alguém tão cedo; decisão que ela começa a repensar quando passa a receber emails de Greg, um garoto que não cansa de elogiá-la. Ao mesmo tempo que Spencer é enaltecida por Greg, um menino chamado Dominick não cansa de mandar emails a denigrindo. Spencer responde um email de Greg e os dois começam uma amizade virtual. Spencer fica meio apaixonadinha por Greg, mas nem dá trela para isso porquê eles nem moram na mesma cidade e por outros motivos. Um dia, Spencer é convidada para gravar uma campanha anti-bullying, que faz parte de um plano do governo. Spencer acerta os detalhes de sua participação e vai para NY, onde seria a gravação. Durante um dos intervalos das gravações, Spencer é abordada por Greg, que diz que não poderia deixar passar a oportunidade de conhecer Spencer pessoalmente. Greg sabia que Spencer estaria em NY porquê ela postou no blog. Spencer acha Greg lindo e fica admirada por ele ter ido até NY apenas para vê-la. Depois de conhecer Greg, Spencer vai para uma sala dar continuidade as gravações. Greg acompanhava tudo da platéia. Enquanto Spencer era entrevistada, um menino, que também estava na platéia, começa a gritar, xingando Spencer e esculachando o projeto. Spencer reconhece o menino. Era Dominick, o mesmo que não cansava de azucriná-la por email. Acaba que Spencer e Greg se envolvem e ela conta tudo sobre Alison para ele, inclusive o que elas estão fazendo para conseguirem provar para a polícia que ela está viva. Greg super apoia Spencer. O envolvimento de Spencer com Greg é a única reviravolta do livro, que por ter relação com os Ali Cats, não tem a menor graça. Greg revela para Spencer que ele é um Ali Cats, que ele e Dominick são a mesma pessoa e que tudo que ele fez foi orientação de Alison. Greg diz que nunca esteve pessoalmente com Alison, mas mantinha contato com ela. Spencer fica pasma com a revelação e exige uma explicação de Greg, que diz idolatrar Alison porquê ela é o máximo. Spencer acaba fazendo mais sucesso depois que uma amostra do vídeo da campanha é divulgada. O escândalo que Dominick fez contribuiu para ela mostrar o quanto ela era boa com palavras, resultando no contrato com a editora.

Sobre a casa que as meninas desconfiam que Alison se esconde e o fim do livro. Emily vê na tv que a família de Nick é muito rica e dona de várias propriedades na região de Rosewood. Uma delas é a casa que Spencer foi com Chase em Deadly #14. Outra, é uma mansão a venda em Ashland, uma cidadezinha a quarenta e cinco minutos de Rosewood. Ashland é a mesma cidade em que fica o mercado que elas encontraram o recibo no moletom de Alison. Após encontrarem o recibo, as meninas vão até o mercado em Ashland para perguntar se alguém viu Alison. Claro que ninguém viu. Depois que Jordan morre, Emily fica transtornada, decretando que vai dar um fim em Alison. Ela faz uma pesquisa na internet e descobre uma casa em Ashland que pertence a família de Nick. Elas vão até essa casa, entram pelos fundos, na área da piscina, onde encontram uma casinha meio que abandonada. Emily entra na casinha, que está vazia, com dois ou três móveis, e vê uma embalagem de Pretzel jogada no chão. Ela lembra que, quando conheceram Courtney #8, ela estava comendo aquele Pretzel. Emily sentencia que a embalagem é a confirmação de que Alison está na casa. Para conseguirem flagrá-la, elas instalam quatro câmeras ao redor da casinha. 

Greg se revela para Spencer durante um evento de caridade no Country Club. Minutos depois da revelação, as câmeras começam a mostrar imagens aleatórias e sem sentido. As meninas decidem ir até a casa acreditando que Alison está lá. Quando chegam na casa, elas veem uma lâmpada acesa no segundo andar, que sempre esteve escuro. Pela janela, elas veem que o primeiro andar está diferente, com novos móveis. Elas entram na casa e notam que o chão e os móveis estão manchados com alguma coisa que elas não sabem o que é. O lugar inteiro está sujo da mesma coisa, que são manchas de sangue. Elas vão até o segundo andar e ouvem barulho de pegadas no primeiro. Alguns minutos depois, elas voltam para o primeiro andar, que está completamente limpo e com os móveis reorganizados. Em vez do cheiro de sangue, a sala foi contaminada pelo cheiro de água sanitária. Elas saem correndo e vão embora. No outro dia, a tarde, elas se reúnem na casa de Emily. Spencer conta que leu uma notícia que encontraram o corpo de Greg atrás do mercado em Ashland. As quatro ficam preocupadas porquê nada foi noticiado sobre a casinha. Enquanto conversam, Fuji aparece na casa de Emily, prendendo as quatro pelo assassinato de Alison.

Em Deadly, as meninas foram acusadas de matar Tabitha e de serem -A. Por causa de um vídeo fake, elas foram incriminadas pela morte de Tabitha. Por causa das artimanhas de Nick, a polícia descobriu que as mensagens que elas estavam recebendo de -A eram enviadas por elas mesmas. No final, Fuji fala que os peritos descobriram que o vídeo de Tabitha era fake. Comentamos que esse era o furo do livro, achando um exagero a polícia demorar um mês para concluir algo que poderia ser resolvido em questão de minutos. Mas ok. Furos assim são aceitáveis na ficção. Aceitáveis até um determinado ponto. A partir do momento em que as situações extrapolam o aceitável na ficção, a história passa a ser motivo de piada, tornando-se ridícula. 

Toxic extrapola esses limites em várias situações. Começando pelas aparições de Alison, que anda pra lá e pra cá, toda de preto, desdentada, cadavérica e ninguém vê. Alison pisa no chão e não deixa marca da sola do tênis. Ela consegue se vestir sem deixar suas digitais nas roupas. Depois que Jordan morre, Emily fica sabendo que a assassina de Jordan foi infiltrada na prisão para cometer o crime e, após cometê-lo, fugiu. Não é um pouco demais Alison entrar na prisão sem chamar atenção e conseguir sair acompanhada de uma presidiária? Alison entra no set de filmagem em que Hanna está gravando, entra no museu enquanto Aria está lá, circula pelo metrô em NY e passeia por Rosewood Day. Alison conversa com as pessoas e ninguém fica assustado com sua aparência. Não sabemos se foi ela que limpou a casa enquanto as meninas estavam lá, no segundo andar. Independente de quem foi, a pessoas faxinou o lugar em cinco minutos. 

Sobre os Ali Cats. Não que Alison não seja digna de ter um fã clube. Mas, convenhamos, demorou muito para isso acontecer. Essa coisa de Ali Cats é totalmente nonsense e desnecessária, ainda mais por usarem Greg como o traidor. Não seria melhor usarem um personagem conhecido? Greg apareceu para trair Spencer e morrer em seguida. A passagem em que ele conta a verdade para Spencer, justificando o motivo de ter feito o que fez, é simplesmente constrangedora. 

Sobre o final. Fuji tem centenas de evidências de que as meninas TORTURARAM Alison antes de matá-la. Fuji descreve detalhadamente todas as provas que a polícia reuniu e como reuniu. Para coroar a soberania de Alison, todo o sangue espalhado na casinha era o dela. O final de Toxic realmente é inesperado. Talvez se não tivesse sido anunciado antes do lançamento, causaria certo impacto. Porém, lembrando de Deadly, é desanimador. Depois de tudo que aconteceu em Deadly, será que a polícia não deveria ser menos precipitada e investigar melhor as supostas evidências? Fuji fala que vê as meninas limpando o sangue na casa e outras vezes em que elas estiveram lá. Só Alison que nunca é vista em lugar nenhum. Enfim, Toxic é pura encheção de linguiça, um livro que parece ter sido escrito por obrigação. Como dissemos, o único mérito do livro seria comentado no final. 

O melhor capítulo de Toxic é o que Emily, surtada, destrói com um taco de baseball tudo que vê pela frente na casinha. Emily berra que vai matar Alison, que ela vai pagar pelo que fez. Ao se dar conta da barbaridade que acabou de fazer, Emily volta a si e percebe que está agindo como Alison. Toda suja de sangue, descabelada e suada, Emily arruma a bagunça e volta para seu carro completamente derrotada, falando baixinho que ela se rendia e que Alison ganhou. 

Em Deadly #14, Emily perdeu a vontade de viver por causa das armações de Alison. Abominada pela família, ela decide se matar se jogando de uma ponte. As meninas conseguem impedi-la, a polícia as inocenta e Emily volta a ser bem tratada pelos pais. 

Em Toxic, Spencer surpreende ao dizer que está cansada de se preocupar com Alison e que elas deveriam dar um tempo de ficar falando sobre ela. As meninas estranham ouvir isso de Spencer, mas acabam concordando. Elas voltam atrás quando Alison afoga Emily e apronta com Hanna. Apesar de tudo, Emily continua normal e até mesmo ignora as preocupações quando recebe uma carta de Jordan. Emily fica tão feliz em ser perdoada por Jordan que decide visitá-la na prisão em NY. Durante a visita, elas fazem planos para o futuro e trocam juras de amor. Quando Emily vai marcar outra visita, ela é informada que Jordan foi assassinada. Emily fica transtornada ao ver a assassina de Jordan na tv e, após conversar com o advogado de Jordan, ela conclui que aquilo foi obra de Alison. Possuída, Emily jura Alison de morte. Esqueçam a Emily depressiva de Deadly. Em Toxic, Emily avisa as meninas que, com ou sem ajuda delas, ela vai encontrar Alison. Emily não acha justo Alison causar tanta desgraça em sua vida e sair impune. Durante o evento no Country Club, Emily fica revoltada ao ver todo mundo feliz enquanto ela e as meninas estão infelizes. As meninas ficam preocupadas com Emily e sua fúria. Elas acham que Emily está ficando louca. E com razão. Após a morte de Jordan, Emily passa a dormir dentro do guarda roupa para sentir como era estar em um caixão. 

Em relação as conquistas profissionais, Emily é a única que não consegue uma oportunidade de trabalho, apesar de estar com a vaga na faculdade garantida. Quando Alison afoga Emily, ela pede para Emily dizer que ainda a ama. Emily diz que jamais Alison vai ouvir isso da boca dela. Diante da negativa de Em, Alison começa a afogá-la. Em um dos capítulos finais, Emily reencontra Alison em seu quarto. Sem saber se aquilo é sonho ou realidade, Emily pede para Alison não machucá-la. Alison diz: eu não vou te machucar Emily. Foi você que me machucou. 

Além de não ter o futuro profissional garantido, a trama individual de Emily é a mais trágica das quatro. Na verdade, é a única trágica. 

Finalizando

Toxic é um livro que destoa totalmente dos quatorze anteriores. Toda hora que você acha que a história vai começar, nada acontece. Os capítulos parecem intermináveis e o marasmo das tramas acabam por torná-las previsíveis. Toxic vale a pena por Emily e não acrescenta nada na história. Tudo bem que Toxic é uma exceção entre os quinze volumes da saga. É o único livro que classificamos como chato e ruim, algo que não deveria ser motivo de preocupação. Não fosse pelo fato de Toxic ser o penúltimo livro. 

2 comentários:

  1. Cheguei a conclusão de que Toxic é de longe, o pior livro de série. Se bem que, tem seus pontos altos. No caso, a Emily. Emily sempre foi a que eu menos gostava e por isso sempre dava um jeito de ler mais rápido os capítulos dela ou pular kkkkk, mas admito que nesse livro eu gostei bastante de ler os dela. Então, minha opinião sobre Toxic é: foi um livro de preparação de terreno para o final de PLL. Acho que, sem dúvidas, o final vai ser bombástico e é por isso que Toxic ficou blergh. Ou então, a Sara se apressou demais para publicar. Mas prefiro ficar com a primeira opção.

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    1. OI Lyandra, nem precisamos falar que concordamos com você, né? Toxic é muito chato, foi bem difícil ler até o final. A Emily é que salva o livro. Pra ter noção de como Toxic é ruim, nem as partes da Alison conseguem ser legais. Tomara que seja uma exceção e que em Vicious as coisas voltem ao normal. Bjs

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