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sábado, 17 de novembro de 2012

1ª ed. Considerações Livro vs Série Parte I

Chegou ao fim a primeira parte da seção Livro vs Série. Como disse no post que apresentava a seção, os primeiros textos estavam relacionados aos quatro primeiros livros da saga PLL. Apesar de eu ter comentado apenas a história desses primeiros livros, quando comparei com a série, finalizei com os acontecimentos que vimos até agora, 3º temporada/fase 3A. 

Na Parte II dessa seção, os posts vão falar apenas dos acontecimentos dos livros, porque depois que Mona se revela a primeira -A, e morre, uma outra pessoa começa a atormentar as Liars e a história toma um novo rumo.

Muito do que vimos na série, até a revelação do primeiro -A, foi copiado e/ou adaptado dos quatro primeiros volumes.

Eu, particularmente, achei que a história foi muito bem aproveitada e os escritores conseguiram fazer um excelente trabalho. 

Quando Mona se revelou -A no Unmasked (2x25) eu fiquei um pouco frustrado. Xinguei muito a Marlene e me senti enganado. Todo mundo se lembra dos spoilers que ela soltou com cenas que não aconteceram, né? A que sempre me vem na cabeça é a de que alguém iria ser torturado no covil de -A.

Assisti o episódio inúmeras vezes e, com isso, mudei completamente minha opinião. Eu sei que foi dito que a série não seguiria 100% os livros. Mas é claro que Marlene & Cia tinham que mentir. Eu adorei Mona ser -A e continuar viva, assim como a criação de um ATeam. Foi uma ideia genial manter Mona como a primeira -A e anunciar a existência de um time. Isso fez com  que a série se mantivesse fiel aos livros ao mesmo tempo em que inovou e criou para -A um novo enredo. Outros dois personagens que mudaram completamente dos livros para a série foram Jenna e Toby. Sobre Toby nós já falamos, porque ele só aparece no livro #2. Os personagens que vimos na série e que ainda não comentamos aqui, é porque continuam na história dos livros.

Na Parte II, vou publicar resenhas dos livros e, a medida que alguns personagens deixarem de fazer parte da história, vou comparar com a série.

Sobre os livros da Parte I, eu gostei muito dos dois primeiros - Maldosas e Impecáveis. Perfeitas e Inacreditáveis achei um tanto quanto enrolados. Achei que a partir do anúncio da festa de aniversário de Mona, tudo gira em torno de como Hanna vai descobrir que a melhor amiga é -A. Achei bem legal como as festas foram adaptadas: o aniversário de Mona foi em um acampamento, a festa de boas vindas de Hanna foi na casa dela mesmo, o baile de máscaras foi quando -A se revelou e a Foxy virou o Homecoming. Ah, só queria que Naomi e Riley existissem na série! Elas realmente fazem falta.

Espero que vocês tenham gostado dessa ideia. Pensei que seria uma ótima distração enquanto sofremos com o hiatus. Então, enquanto janeiro não chega, Parte II aí vamos nós!



sábado, 10 de novembro de 2012

1ª ed. Livro vs Série: Toby Cavanaugh

Se tem um personagem em PLL que nunca mais será visto com os mesmos olhos, esse personagem é Toby Cavanaugh.

E todos nós sabemos muito bem o motivo e ainda estamos em xoque com a ousadia e o impacto que foi vê-lo na última cena do 3x12 se revelando como o traidor que, apesar de ter todos os motivos para ser um membro do ATeam, ninguém imaginava que realmente seria ele que estava escondido por trás da figura de capuz preto que tanto inferniza as Liars. 

A vida de Toby nos livros não foi feliz e muito menos longa. Se na série tivemos tempo de simpatizar com ele antes de odiá-lo, nos livros não foi possível nem começar a formar uma opinião sobre ele, que o próprio meio irmão de Jenna se antecipou em dar um fim nos problemas que causava para os outros e para ele mesmo. Sem conseguir se explicar para Emily após uma desastrosa noite como acompanhante dela no baile da Foxy, Toby se matou e movimentou apenas a trama do livro 2, Impecáveis

Após assumir a culpa pelo acidente com Jenna, Toby passa uma temporada em um reformatório. Quando volta para Rosewood, as meninas começam a desconfiar que ele é -A. 

Com exceção de Emily, que é socorrida por ele quando seu então namorado, Ben, força a barra com ela dentro do vestiário. Surpresa com a intervenção de Toby, Emily, que passa um delicado momento em relação a sua sexualidade, encontra em Toby um porto seguro, alguém que a entende e não a julga. Apesar das meninas concluírem que Toby é -A, Emily está convencida de que elas estão erradas; até o momento em que ela volta do baile beneficente de abertura da temporada de início de caça a raposa, a Foxy. É aí que começa a confusão.

Apenas Spencer sabia que Toby abusava de Jenna e foi por esse motivo que Ali conseguiu fazer com que ele assumisse a culpa pelo acidente com Jenna.

Com medo de que ela contasse para todo mundo o que ele fazia, Toby concordou em assumir a culpa desde que Ali guardasse seu segredo. Quando Emily e Toby começam a falar sobre Ali, Toby tenta explicar que a chantagem de Ali fez muito mal para ele. Mas Emily acha que ele está falando que seu grande erro foi ter assassinado Ali. Totalmente confusa e assustada, Emily não deixa Toby se explicar. Ele, com medo de que a verdade venha a tona, se mata, deixando um bilhete dizendo que não poderia aguentar as consequências desse segredo vir a público.

Para sabermos exatamente como foi a conturbada passagem de Toby por PLL, nada melhor que trechos do próprio livro para relatarem toda a confusão que ele causou em apenas um dia em Rosewood.

A meteórica passagem de Toby se resume a uma sucessão de equívocos que resultaram em seu suicídio. Antes e depois da Jenna Thing, Toby era visto como um garoto problema. Evitá-lo era a melhor maneira de lidar com ele. 



"Você conhece aquele garoto que mora a algumas casas descendo a rua e que é simplesmente a pessoa mais esquisita do mundo? Quando você está na varanda da frente da sua casa, quase dando um beijo de boa-noite em seu namorado, você pode vê-lo do outro lado da rua, parado ali, olhando tudo. Que, de vez em quando, aparece do nada quando você está no meio da sua sessão de fofocas com suas melhores amigas — só que talvez não seja tão de vez em quando assim. Ele é o gato preto que parece conhecer seus caminhos. Se ele passa em frente à sua casa, você pensa: Vou me dar mal na prova de biologia. Se ele olha para você de um jeito engraçado, é melhor você se cuidar.



Toda cidade tem um garoto-gato-preto. Em Rosewood, o nome dele era Toby Cavanaugh.


"Elas recomeçaram a vasculhar as roupas umas das outras. Aria amou de paixão um vestido Fred Perry, ultraelaborado, de Spencer. Emily estendeu a minissaia jeans sobre seu corpo e perguntou às outras se não era curta demais. Ali achou o jeans Joe, de Hanna, com um ar meio boca de sino demais e o tirou, mostrando seus shorts aveludados rosa claros, de menino. Quando estava passando pela janela para ir ligar o som, ela congelou.

— Ah, meu Deus! — gritou ela, correndo para trás do sofá cor de amora.

As meninas deram meia-volta. Toby Cavanaugh estava na janela. Ele estava... bem parado ali. Olhando para elas.

— Ei, ei, ei! —Aria cobriu o peito. Ela havia tirado o vestido de Spencer e estava usando apenas o sutiã tricotado. Spencer, que estava vestida, correu para a janela.

— Afaste-se de nós, pervertido! — gritou ela. Toby deu um sorriso malicioso antes de se virar e sair correndo.

A maioria das pessoas mudava de calçada quando via Toby. Ele era um ano mais velho que as meninas, pálido, alto e magricela, e sempre vagava sozinho pela vizinhança, parecendo espionar a todos. Elas haviam ouvido rumores sobre ele: que fora pego beijando seu cachorro na boca; que era um nadador tão bom porque tinha guelras em vez de pulmões; que dormia em um caixão dentro de sua casa na árvore, no quintal dos fundos.

Só havia uma pessoa com quem Toby falava: sua meia-irmã, Jenna, que estava no mesmo ano que elas. Jenna também era uma idiota sem salvação, apesar de muito menos assustadora — ela, pelo menos, era capaz de formular frases completas. E até tinha uma certa beleza, de um jeito monótono, com seu cabelo escuro e espesso, olhos verdes, grandes e intensos, e lábios vermelhos e grossos.

— Eu sinto como se tivesse sido violada. — Aria torceu seu corpo naturalmente magro como se ele estivesse coberto de bactérias E. coli. Ela havia acabado de aprender sobre isso nas aulas de biologia. — Como ele ousa nos assustar?

O rosto de Ali ficou vermelho de ódio.

— Temos que nos vingar.
— Como? — Hanna arregalou seus olhos castanho-claros.
Ali pensou por um minuto.
— Deveríamos fazer com que ele experimentasse um pouco de seu próprio veneno.

"Durante toda a noite, elas choraram, agitadas, acordando e adormecendo diversas vezes. Spencer, muito estressada, passou horas em posição fetal, sem dizer nenhuma palavra, zapeando do E! para o Cartoon Network e para o Animal Planet. Quando acordaram, no dia seguinte, a novidade já havia se espalhado por toda a vizinhança: alguém havia confessado. Toby.

As meninas pensaram que era uma brincadeira, mas o jornal local confirmou que Toby tinha confessado que, ao brincar com um rojão aceso em sua casa na árvore, tinha apontado para o rosto da irmã sem querer... e que o rojão a havia cegado.Ali leu essa parte em voz alta, quando estavam todas reunidas em volta da mesa da cozinha da casa dela, de mãos dadas. Elas sabiam que deveriam estar aliviadas, porém... sabiam a verdade.

Nos poucos dias que passou no hospital, Jenna ficou histérica — e confusa. Todos lhe perguntavam o que havia acontecido, mas ela parecia não se lembrar. Jenna disse que também não era capaz de falar sobre nada do que acontecera imediatamente antes do acidente. Os médicos cogitaram que aquilo pudesse ser estresse pós-traumático.

O colégio Rosewood Day fez uma palestra não-brinque-com-fogos-de-artifício em homenagem a Jenna, seguida de um baile e uma venda beneficente de bolos. As meninas, Spencer em especial, participaram de forma entusiasmada, apesar, claro, de fingirem não saber de nada a respeito do que havia acontecido: Quando alguém perguntava, elas diziam que Jenna era uma menina muito doce e uma das amigas mais chegadas que tinham. Várias garotas que nunca falaram com Jenna estavam dizendo exatamente a mesma coisa. Quanto a Jenna, nunca mais voltou a Rosewood Day. Foi para uma escola especial para cegos, na Filadélfia, e ninguém mais a viu depois daquela noite.

As coisas ruins em Rosewood Day, a certa altura, eram sempre gentilmente tiradas do caminho, e Toby não foi exceção. Seus pais o mantiveram estudando em casa pelo resto do ano letivo. O verão passou e, no ano seguinte, Toby foi mandado a um reformatório no Maine. Ele partiu sem cerimônias comoventes de despedida, num dia claro em meados de agosto. Seu pai o levou de carro até a estação, onde ele foi sozinho pegar o trem para o aeroporto. As meninas assistiram enquanto os Cavanaugh derrubavam a casa na árvore naquela tarde. Era como se quisessem apagar o máximo que conseguissem da existência de Toby.

"Spencer acendeu outro Parliament e saiu do estacionamento da igreja de Rosewood. Viu só? A não poderia saber de tudo, como dizia sua mensagem de texto. A não ser que, bem, A fosse Toby Cavanaugh... mas isso não fazia o menor sentido. Os recados de A para Spencer falavam sobre um segredo que só Ali conhecia: no sétimo ano, Spencer havia beijado Ian, o na-morado de sua irmã Melissa. Spencer havia contado isso para Ali — e para mais ninguém. E A também sabia sobre Wren, o agora ex de sua irmã, com quem Spencer tinha dado mais do que apenas um beijo na semana anterior.

Mas os Cavanaugh moravam na rua de Spencer. Com binóculos, Toby pode ter conseguido olhar de sua janela. E Toby ainda estava em Rosewood, embora fosse setembro. Ele não deveria estar no colégio interno?

"Os olhos azul-claros de Aria se arregalaram.
— A mesma coisa comigo.
— Então, tem alguém vigiando todas nós — concluiu Emily. Uma joaninha pousou com delicadeza em seu ombro, e ela espantou o bichinho, como se achasse que era uma coisa muito mais perigosa.
Spencer se levantou.
—Vocês acham que pode ser... Toby?

Do outro lado da rua ficava a casa dos Cavanaugh. Dois carros na garagem, uma cesta de basquete no quintal, a bandeirola vermelha na caixa de correspondência. Mas lá dentro...
Spencer fechou os olhos, lembrando-se do mês de maio no sétimo ano, um ano depois da Coisa com Jenna. Ela tinha entrado num trem para encontrar com Ali na cidade, onde iam fazer compras. Estava tão ocupada escrevendo uma mensagem de texto para Ali em seu sensacional Sidekick novo que só cinco ou seis paradas depois ela notou que havia alguém do outro lado do vagão. Era Toby. Encarando-a.

Suas mãos começaram a tremer. Ele havia estado no internato o ano todo, então Spencer não o via há meses. Como de hábito, o cabelo dele caía sobre os olhos e ele usava fones de ouvido enormes, mas alguma coisa nele naquele dia parecia... mais intensa. E mais assustadora.

Ben só precisou de um de seus braços fortes para segurá-la. Ele pressionou seu corpo contra o dela.

"— Eu disse prove.
— Ben, para com isso! — Lágrimas de medo escorriam dos olhos dela. Emily bateu nele com vontade, mas isso só o fez usar mais força. Ele passou a mão no peito dela. Um guincho escapou de sua garganta.
— Algum problema?
De repente, Ben se afastou. Atrás deles, do lado mais afastado da sala, estava um garoto usando uma jaqueta da escola Tate Pre. Emily olhou meio de lado. O que...
— Isso não é problema seu, cara — disse Ben em voz alta.
— O que não é problema meu? — O garoto chegou mais perto. Parece que é, sim.
Toby Cavanaugh.
— Cara. — Ben se virou.
Os olhos de Toby baixaram para a mão de Ben no pulso de Emily. Ele fez um sinal com o queixo para Ben.
Ben deu uma olhada para Emily e depois a soltou. Ela se afastou dele, e Ben usou o ombro para manter a porta do vestiário masculino aberta. Depois, silêncio.
—Você está bem? — perguntou Toby.
Emily assentiu de cabeça baixa.
— Acho que sim.
— Tem certeza?

"Emily olhou para Toby de esguelha.Ele havia ficado mesmo bem alto agora. Seu rosto não se parecia mais com o de um roedor assustado, mas, bem, ele tinha maçãs do rosto altas e lindos olhos escuros. Isso a fez pensar na mensagem de A. Apesar de a maioria de nós ter mudado completamente...

Emily riu e algo dentro dela começou a derreter. Toby parecia... normal. E legal. Antes que ela pudesse dizer alguma coisa, eles haviam chegado à casa dela.

Toby olhou para Emily, horrorizado.

— Era difícil para mim até olhar para ela — confessou Toby baixinho. — Agora é difícil até mesmo ouvir o nome dela.
Ele colocou as mãos na testa e expirou longamente. Quando se virou para Emily novamente, seus olhos estavam escuros.
— Especialmente depois... depois do que ela fez.
Emily o encarou. Um relâmpago rasgou o céu mais uma vez e o vento ficou mais forte, fazendo a plantação de milho balançar. As folhas pareciam mãos, tentando desesperadamente alcançar alguma coisa.
— Espera aí, o quê? — Ela riu, na expectativa, rezando para que tivesse entendido tudo errado. Apostando que, se ela piscasse, a noite ia se endireitar e voltar ao normal.
— Acho que você me ouviu — disse Toby, num tom seco, sem emoção. — Eu sei que vocês eram amigas, e que você a amava e coisa e tal, mas, pessoalmente, estou feliz que aquela vagabunda esteja morta.
Ela puxou a maçaneta da porta, segurando a saia com as mãos, ao sair do carro. A chuva a pegou imediatamente e os pingos pareciam agulhas. Claro que havia alguma coisa suspeita sobre Toby sendo tão amistoso com ela. Ele queria arruinar a vida de Emily.
— Emily? — Toby desatou o cinto de segurança. — Onde você...
Então, ela ouviu o motor rugir. Toby estava dirigindo estrada abaixo, na sua direção, com a porta do passageiro aberta. Ela olhou para a direita e para a esquerda, e, então, esperando que soubesse onde estava, entrou na plantação de milho, não se importando de estar ensopada.
— Emily! — chamou Toby de novo. Mas Emily continuou correndo.
Toby tinha matado Ali. Toby era A.
Emily franziu as sobrancelhas.
— Spencer?
— Ai, meu Deus — sussurrou Spencer. — Nós estávamos procurando por você. Você está bem?
— Eu... eu não sei — respondeu Emily, tremendo.
Ela havia corrido loucamente pela plantação de milho. A chuva tinha feito rios de lama entre as fileiras. Um de seus sapatos havia saído do pé, mas ela continuou andando e, naquele momento, a parte de trás do vestido e suas pernas estavam imundas. O fundo da plantação dava no bosque atrás de sua casa, e ela também tinha atravessado a pequena extensão de floresta. Escorregou duas vezes na grama molhada, ralando o cotovelo e o quadril e, em algum momento, um raio caiu numa árvore a seis metros dela, jogando galhos no chão com violência. Ela sabia que era perigoso ficar ali fora no meio de uma tempestade, mas não podia parar, com medo de que Toby estivesse bem atrás dela.

"— Emily, fique onde está — instruiu Spencer. — E fique longe do Toby. Eu explico tudo depois, mas, por agora, apenas tranque a porta e...
— Eu acho que o Toby é A — interrompeu Emily, sua voz, um sussurro arranhado e trêmulo. — E acho que ele matou Ali.
Houve uma pausa.
— Eu sei. Eu também acho.
— O quê? — gritou Emily.
Um clarão de relâmpago iluminou o céu, fazendo Emily encolher-se. Spencer não respondeu. A linha estava muda.
Emily colocou o telefone em cima da secadora. Spencer sabia? Isso fez a revelação de Emily ainda mais real — e muito, muito mais assustadora.
Então, ela ouviu uma voz:
— Emily! Emily?
Ela congelou. Soava como se estivesse vindo da cozinha. Ela voou pra lá e viu Toby olhando pra dentro, as mãos contra a porta de vidro. A chuva havia encharcado seu terno e emplastrado seu cabelo, e ele estava tremendo. Seu rosto estava na sombra.
Emily gritou.
Jenna entregou a ela o pedaço de papel sujo e amassado.
— Eles acharam isto com ele — disse ela, sua voz falhando na palavra ele. — Ele escreveu para todas nós. Sua parte está em algum lugar pelo meio.

"O papel era a lista do leilão da Foxy; Toby tinha rabiscado algo atrás.Ver como as palavras do Toby não estavam sobre as linhas, que ele quase não tinha usado nenhuma letra maiúscula e que tinha assinado o bilhete como Toby, com um garrancho de letra cursiva, fez Emily se contorcer por dentro. Embora ela nunca tivesse visto a letra de Toby antes, isso parecia trazê-lo de volta à vida ao lado dela. Ela podia sentir o cheiro do sabonete que ele usava, sentir sua mão enorme segurando a dela, pequenina. Naquela manhã, ela tinha acordado não no balanço da varanda, mas na sua cama. A campainha estava tocando. Ela desabalou escada abaixo, e havia um cara vestindo calção de ciclista e um capacete, esperando na porta.

"Toby parecia tão atormentado, correndo para o bosque. Teria ele tomado os comprimidos lá mesmo? Será que Emily poderia tê-lo impedido? E Hanna estaria certa? Toby não era o assassino de Ali?
O mundo começou a rodar. Ela sentiu a mão de alguém pesar no meio de suas costas.

— Ei — sussurrou Spencer. — Está tudo bem.
Emily se endireitou e olhou para a carta. As amigas se debruçaram também. Lá, bem no meio, estava o nome dela.

Emily, três anos atrás, prometi a Alison DiLaurentis que guardaria o segredo dela, se ela guardasse o meu. Ela jurou que o segredo nunca vazaria, mas acho que vazou. Eu tentei lidar com isso — e esquecer — e, quando nos tornamos amigos, achei que eu poderia... pensei que eu mudaria — e que minha vida tinha mudado. Mas acho que nunca podemos mudar o que somos. O que eu fiz com Jenna foi o maior erro que já cometi. Eu era jovem, confuso e burro, e nunca quis machucá-la. E não posso mais viver com isso. Já chega para mim.

Ela olhou para o jardim da janela do seu quarto. Há algumas horas, Toby estivera parado ali, implorando para Emily não contar para os policiais. E pensar que o que ele queria dizer era: por favor, não conte a eles o que eu fiz com a Jenna.
Emily pensou em Ali de novo. Como Ali havia mentido para elas sobre tudo."

Se nos livros o injustiçado Toby Cavanaugh não pode nem se explicar e refazer sua vida, na série ele soube muito bem o que fazer para não deixar barato o que Ali fez com ele. Como já publicamos aqui um texto sobre Toby, é só ler o post para entender a diferença desse personagem entre os livros e a série. 

Para finalizar, a histórica cena do 3x12 em que ele se revela o traidor. Tem cena melhor para resumir a comparação livro vs série de Toby?

Definitivamente, não!




terça-feira, 6 de novembro de 2012

1ª ed. Livro vs Série: The Jenna Thing

Alison DiLaurentis sempre tratou de deixar uma coisa bem clara para Hanna, Aria, Spencer e Emily: amigas dividem segredos e são eles que nos manterão unidas

Enquanto eram amigas de Ali, as Liars não perceberam que Ali sabia de todos os segredos delas, enquanto elas não sabiam nenhum segredo de Ali.  Quando -A entrou em ação as meninas se deram conta de que Ali nunca contou algo muito pessoal sobre ela.

Havia apenas um único segredo que elas sabiam sobre Ali. Um segredo tão terrível que poderia arruinar a vida dela caso alguma das meninas resolvesse abrir a boca. Seria ótimo ter um segredo de Ali guardado como uma carta na manga, não fosse um detalhe: elas também faziam parte desse segredo.

E o que poderia ser tão grave assim, a ponto das cinco amigas prometerem que iriam levá-lo para o túmulo? Foram elas as responsáveis por deixar Jenna cega!

As meninas não tinham intenção de cegá-la. Foi um acidente, com consequências dramáticas o suficiente para que elas esquecessem definitivamente aquela noite. Um acidente tão drástico que elas evitavam ao máximo falar em voz alta qualquer palavra relacionada  que pudesse incriminá-las. Era melhor se referir ao episódio apenas como The Jenna Thing, ou, A Coisa da Jenna.

Nos livros:

Jenna Marshall morava na mesma rua de Ali e Spencer. Ela tinha um meio irmão probemático, Toby Cavanaugh, que tinha o irritante hábito de estourar rojões no quintal da sua casa. Seus pais já estavam cansados dos problemas que ele causava e, como última chance de fazê-lo se comportar, avisaram que se ele tornasse a acender os rojões, iriam mandá-lo para um reformatório. Isso porque eles não sabiam do pior: Toby costumava abusar de Jenna, tocando-a de maneira imprópria.

Apesar de serem vizinhas, Jenna e Ali não eram amigas. Ali a chamava de Jenna de Neve, dizendo que ela se parecia com a Branca de Neve, de tão branca que era. Apesar de também ser alvo das piadas de Ali, Jenna mantinha uma amizade secreta com ela e cansada de sofrer nas mãos do irmão, Jenna armou um plano com Ali para que ele fosse colocado para fora de casa. 

Os irmãos tinham uma casa na árvore no quintal de casa. Os rojões de Toby ficavam em uma caixa no pé da árvore. 

Sempre que tinha a oportunidade, Ali dizia para as Liars que Toby as espionava pela janela, para que elas acreditassem que ele era um pervertido desequilibrado. E ele merecia uma lição! Ali combinou com as meninas para que elas estourassem alguns rojões para dar um susto em Toby. 

Acreditando que apenas ele estava na casa da árvore, as meninas foram escondidas para o quintal dos Cavanaugh e acenderam alguns rojões. Após os rojões estourarem, a situação saiu do controle e começou um incêndio na casa da árvore. As meninas trataram de sair correndo mas pararam ao ouvir um grito, que veio em meio ao fogo. E não era o grito que elas esperavam. Era a voz de Jenna. Era ela quem estava dentro da casa da árvore. 

Com a chegada do resgate e da polícia, Ali tratou de resolver a situação o mais rápido possível. Ela obrigou Toby a assumir a culpa pelo incêndio ou, caso contrário, contaria a todos que ele abusava de Jenna. Após conseguir incriminar Toby, Ali fez as meninas prometerem que jamais diriam qualquer coisa sobre aquela noite. Absolutamente tudo deveria ser esquecido. As meninas consentiram caladas, mesmo sem entender e saber o que Ali tinha falado para Toby. Elas prometeram levar aquilo para o túmulo. Por ironia do destino, a única que levou o segredo para o túmulo foi Ali. As quatro Liars continuaram a viver com a culpa, principalmente quando Jenna voltou para a escola.

Foi só depois que Ali morreu que as meninas descobriram qual era a verdadeira intenção de Ali ao soltar os rojões. Jenna contou para Aria que foi ela mesma que pediu para Ali acender os rojões. Ela explicou que seus pais só estavam esperando mais um deslize de Toby para mandá-lo para um reformatório; e como eles detestavam que Toby soltava rojões, Jenna sabia exatamente o que fazer para se ver livre dele. A própria Jenna disse que apesar de ter ficado cega, ela estava em paz, livre dos abusos do irmão. Ela preferia andar na companhia de um cão guia e usar óculos escuros o dia inteiro do que continuar refém de Toby dentro da sua própria casa. Jenna ainda tranquilizou Aria afirmando que jamais iria dizer a alguém que as meninas e Ali foram as verdadeiras culpadas pelo incêndio.

As meninas ficaram xocadas quando souberam a verdade. Xocadas e decepcionadas, por Ali ter mentido para elas. E ficaram em pânico quando -A mandou mensagens falando que sabia o envolvimento delas no incêndio. Após Mona se revelar como -A, mais uma surpresa. Ela contou para Spencer que ela era amiga de Jenna e estava perto da casa da árvore na noite em que as meninas soltaram os fogos. Ela também sofreu algumas queimaduras e praticamente implorou para que seus pais acreditassem que Ali era a verdadeira culpada pelo que aconteceu com Jenna. Mesmo sabendo da amizade entre Jenna e Mona, os pais dela não acreditaram na sua história, eles diziam que ela tinha inveja de Ali, por isso queria culpá-la. 

Na série:

O segundo episódio da primeira temporada se chama The Jenna Thing. Nesse episódio as meninas descobrem que Jenna está de volta a cidade, após passar um tempo em uma escola para cegos na Filadélfia. Jenna surpreende a todos ao aparecer no funeral de Ali. Nem mesmo a Sra. DiLaurentis sabiam que elas eram amigas. E realmente não eram. Ali falou para as meninas que Toby era um pervertido que as espiava pela janela enquanto elas trocavam de roupa. Ele merecia uma punição!

Ali sugere que elas estourem uma bombinha na garagem da casa dele, para ele levar um susto. O plano dá errado e a garagem acaba incendiando e, mais uma vez, era Jenna que estava no lugar de Toby. Ela fica cega e Ali exige que Toby assuma a culpa. 

Spencer foi a única que viu Ali gesticulando sem parar e gritando com Toby, mas não ouviu o que tanto ela falava. Depois que Ali morreu, elas encontraram um vídeo em que Jenna abusava de Toby. Aí a história se inverteu: Toby sofria nas mãos de Jenna, que fez Ali pensar que ela era a vítima. Ali visitou Jenna no hospital, levou o vídeo para ela ver, aconselhando-a a ficar bem longe de Rosewood. 

Como sabemos, Ali morreu e Jenna não só voltou para a cidade, como voltou a enxergar! Volta e meia as meninas e Jenna falam sobre o vídeo que encontraram, mas até agora nada foi feito com ele. Também não sabemos se Mona e Jenna ficaram realmente amigas ou só trocaram algumas palavras na festa de Halloween de Noel (2x13).

Eu acredito que a Jenna Thing foi algo que contribuiu muito, ou até tenha sido o fato determinante, para o envolvimento de Toby com o ATeam. E acho que essa história ainda vai render muito! 

Abaixo, a cena do 1x02, quando aparece pela primeira vez o flashback do incêndio e depois, no 1x22, Jenna é encurralada pelas Liars e assume que mentiu para Ali.



1ª ed. Livro vs Série: O Primeiro -A da Série

Imaginem o desespero que deve ser para as meninas receber mensagens de um anônimo que sabe tudo sobre a vida delas, enquanto elas nem fazem ideia de quem seja e nem como seus segredos foram parar nas mãos dele. Principalmente quando esses segredos só eram divididos com uma ex-melhor amiga que já morreu! Tortura pouca é bobagem. 

Nos livros, -A não precisou de muita coisa para torturar as meninas. Um celular com número desconhecido, bilhetes e e mails foram suficientes para por seu plano de vingança em prática. Na série, -A foi além. Claro que os sms são obrigatórios e por si só bastariam para virar a vida das Liars do avesso. No entanto, a série reinventou o enredo principal da saga, dando a ele dimensões bem diferentes dos livros e, ao que tudo indica, criou uma situação tão complexa que nos deixa completamente perdidos!

-A começa a enviar mensagens para as Liars no início do ano letivo, que coincide com o encontro do corpo de Ali. Como todos nós já sabemos, o -A da série não é uma pessoa que age sozinha, mas sim um grupo de pessoas, que se uniram contra um inimigo comum: as quatro Liars. Não sabemos exatamente quantas pessoas fazem parte desse grupo e nem quem está no comando

Então, vamos por partes.

Quem é -A na série? 

O primeiro -A, revelado na finale da segunda temporada (2x25), é Mona.

Quando se revelou, Mona aproveitou para anunciar a existência de um ATeam. Essa revelação pegou todo mundo de surpresa, uma vez que os dois -A revelados nos livros agiam sozinhos. Um "assumiu" o lugar do outro após o anterior morrer e não tiveram nenhum tipo de conexão. Na série, durante a terceira temporada/fase 3A, vimos dois encapuzados no mesmo quarto e Mona conversando com alguém no telefone. 

Na summer finale (3x12), uma outra revelação deixou todo mundo paralisado nos últimos segundos do episódio: Toby também faz parte do time

Arrisco dizer que, apesar da confirmação de Toby como traidor ter tido o mesmo impacto que a explosão de um dinamite, essa deve ser a revelação menos xocante dos membros do time. Depois do episódio de Halloween, parece que PLL está mesmo disposta a deixar todo mundo extasiado com o que ainda vai mostrar.


Sobre o primeiro -A, Mona


Assim como no livro 4, Inacreditáveis, Mona é a primeira -A.

E a semelhança com a historia original termina aí. As circunstâncias da revelação são parecidas: Mona está no carro com Spencer, as duas brigam e Mona cai da colina, mas não morre. A briga entre as duas acontece depois que as Liars chegam. Hanna quase atropela Mona, antes dela cair na colina e ser resgatada com vida. Ela é diagnosticada com problemas mentais e não vai presa, acabando internada no sanatório Radley.

O motivo que Mona teve para se unir ao time não foi a vontade de se vingar do grupinho que a humilhava mas sim o fato de Hanna ter se afastado dela após o corpo de Ali ser encontrado. 

O que mudou:

Nos livros, como já dissemos, Hanna descobre que Mona é -A quando consegue se lembrar da mensagem que recebeu com o número do celular dela. Isso acontece durante o baile de máscaras, que comemorava a saída de Hanna do hospital. Junto com Aria e Emily, Hanna manda mensagens de texto para Spencer, que está no carro com Mona rumo a delegacia para denunciar Melissa, de quem elas desconfiavam. Com a ajuda do policial Wilden, elas conseguem descobrir para onde Mona está levando Spencer. Mona pegou o diário de Ali no lixo e passou a seguir as meninas. Ela escondia o diário embaixo do seu colchão. 

Foi através do último relato de Ali no diário que as meninas descobriram que Ali ficava com Ian, dando a ele um ultimato na época em ela desapareceu: ou ele assumia o namoro com ela ou Ali contaria para Melissa que Ian estava traindo ela. Foi durante a sua festa de aniversário que Mona se atrapalhou e mandou a mensagem para Hanna do seu celular. Ao perceber o que tinha feito, ela atropela Hanna.

Já na série, o diário de Ali é apenas um caderno velho nas mãos de -A e não ficou escondido embaixo do colchão de ninguém, mas sim bem acomodado em um espaçoso quarto de motel. O ATeam montou seu primeiro quartel general em um quarto de motel no meio do nada. Nas paredes, inúmeras fotos de Ali e das Liars dividem espaço com recortes de jornal, bonequinhas de cada uma delas, casacos pretos e uma infinita variedade dos  recursos que o time utiliza para manter as Liars sob vigilância constante.

Na primeira temporada, acontece o aniversário de Mona em um acampamento na floresta. Hanna é desconvidada e, seguindo as instruções de -A, as meninas vão a festa. Hanna se esconde entre as árvores com um binóculos e vê duas pessoas se beijando dentro de um carro enquanto um encapuzado deixa um recado no vidro traseiro. O casal se beijando é Ezra e Aria. Hanna desconfia que o encapuzado é Noel e manda uma mensagem para as meninas. Antes que possa contar, ela é atropelada. Ela vai para o hospital, mas não fica em coma e nem perde a memória. Ela afirma que -A é Noel mas não consegue provar. 

Na season finale da segunda temporada, acontece um baile de máscaras. O baile não é em homenagem a ninguém. Nessa época, como nos livros, Mona também recebe mensagens de -A. A essa altura as meninas já sabem sobre o motel mas não sabem que o covil de -A era lá. Durante o baile, Mona e Spencer vão até o motel e conseguem a chave do quarto número 1. Ao entrarem, Spencer descobre o covil e encontra o diário de Ali. Mona está junto com ela, fingindo estar espantada. Quando Mona vai até o carro pegar chiclete, Spencer encontra uma sacola com suéters de caxemira e um papel de chiclete dentro do diário de Ali. É nessa hora que ela percebe que a embalagem do chiclete no diário é o mesmo que Mona ofereceu pra ela.

Após a descoberta, Mona volta para o quarto vestida de -A, dá um soco em Spencer e a coloca no carro. As meninas ligam para Spencer do celular de Hanna, que estava programado para gravar tudo o que ela fazia com ele. O telefone inicia uma chamada de vídeo. Com essa chamada, as meninas descobrem que Mona é -A e que ela está com Spencer no carro. Sem a ajuda da polícia, as meninas vão atrás delas. Hanna quase atropela Mona, antes dela cair do penhasco. Ela não morre e nem vai presa. A Dra. Sullivan tratou de diagnosticá-la com seríssimos problemas mentais e garantir que ela fosse para o sanatório Radley.  

Quando está com Spencer no carro, Mona revela que existe um ATeam, sem dizer quem faz parte dele. Mona convida Spencer para se juntar ao time, caso contrário ela terá que morrer. Após a internação de Mona, as ameças continuam e, como o ATeam não dorme no ponto, o covil foi se instalar em outro lugar, ainda desconhecido. 

Sobre o ATeam:

Apesar de sabermos da existência do time, sabemos muito pouco sobre ele. Não sabemos quantas e quais pessoas estão nele, quem está no comando, quando começou e os verdadeiros motivos que levaram a sua formação. Mona disse que está no time porque as Liars tiraram Hanna dela. Quanto a Toby, apenas o público sabe que ele é um traidor. Na fase 3B é que as Liars vão descobrir a verdade sobre ele. Desconfiamos quais sejam seus motivos, mas não temos certeza. Vamos ver o que ele tem a dizer quando for descoberto.

Claro que um grupo de pessoas reunidas não ia se contentar em apenas mandar recadinhos para as Liars. O time montou um verdadeiro quartel general para tramar seu plano e atormentar as meninas de todas as maneiras possíveis e imagináveis, além de comprar o silêncio de qualquer pessoa que possa entregar algum membro.

-A está em todos os lugares e tramando o tempo todo. Qualquer oportunidade que tiver para mandar seu recado, ele não deixa passar. E isso inclui desde um bilhetinho dentro de um biscoito da sorte até a instalação de um telão em pleno cemitério para passar vídeos de Ali. 

O -A da série não esperou as quatro Liars voltarem a circular por Rosewood e nem o corpo de Ali aparecer para entrar em ação. Enquanto Ali estava bem viva, ela teve o prazer de ser a primeira vítima de suas ameças anônimas - o que não acontece nos livros.  

Foi no episódio 2x13, The First Secret, que descobrimos que Ali foi a primeira a receber mensagens misteriosas. Ela recebeu sms e um boneco de voodoo, da loja das Creepy Dolls, antes de receber  uma mensagem com a assinatura de -A. Mas não sabemos se naquela época o time existia e nem se essa pessoa que atormentou Ali tem alguma ligação com o -A que azucrina as Liars. Tudo indica que  as mensagens estao relacionadas. Mas não temos a confirmação.

Segundo spoilers da fase 3B, vamos conhecer um terceiro membro do time. Também veremos Mona de volta ao Rosewood Day, uma vez que recebeu alta do Radley. Enquanto isso, vamos relembrar sua revelação como primeiro -A!